Provérbios 5

Aviso contra o adultério

23 versículos · capítulo 5 de 31

Provérbios 5
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Provérbios 5 é um alerta claro contra o adultério, comparando os lábios da mulher estranha a um favo de mel cujo fim é amargo como absinto e cortante como espada. O pai insiste para que o filho se afaste da porta dessa mulher, para não entregar sua honra e seus anos a outros nem lamentar no final da vida. Em contraste, ele exalta a alegria e a fidelidade dentro do casamento, comparando a esposa a uma fonte bendita e a uma gazela graciosa que deve saciar o coração do marido. O capítulo termina lembrando que os caminhos de cada pessoa estão diante dos olhos do Senhor, que pesa todas as escolhas.

1 Filho meu, atende à minha sabedoria: à minha inteligência inclina o teu ouvido;

2 Para que conserves os meus avisos e os teus beiços guardem o conhecimento.

3 Porque os lábios da estranha distilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite.

4 Porém o seu fim é amargoso como o absintio, agudo como a espada de dois fios.

5 Os seus pés descem à morte: os seus passos pegam no inferno.

6 Para que não ponderes a vereda da vida, são as suas carreiras variáveis, e não saberás delas.

7 Agora, pois, filhos, dae-me ouvidos, e não vos desvieis das palavras da minha boca.

8 Alonga dela o teu caminho, e não chegues à porta da sua casa;

9 Para que não dês a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis.

10 Para que não se fartem os estranhos do teu poder, e todos os teus afadigados trabalhos não entrem na casa do estrangeiro,

11 E gemas no teu fim, consumindo-se a tua carne e o teu corpo.

12 E digas: Como aborreci a correcção! e desprezou o meu coração a reprehensão!

13 E não escutei a voz dos meus ensinadores, nem a meus mestres inclinei o meu ouvido!

14 Quasi que em todo o mal me achei no meio da congregação e do ajuntamento.

15 Bebe água da tua cisterna, e das correntes do teu poço.

16 Derramem-se por de fora as tuas fontes, e pelas ruas os ribeiros daguas.

17 Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo.

18 Seja bendito o teu manancial, e alegra-te da mulher da tua mocidade.

19 Como serva amorosa, e gazela graciosa, os seus peitos te saciarão em todo o tempo: e pelo seu amor sejas atrahido perpetuamente.

20 E porque, filho meu, andarias atrahido pela estranha, e abraçarias o seio da estrangeira?

21 Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele pesa todas as suas carreiras.

22 Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.

23 Ele morrerá, porque sem correcção andou, e pelo excesso da sua loucura andará errado.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.