Provérbios 4

A excelência da sabedoria

27 versículos · capítulo 4 de 31

Provérbios 4
Ouça o capítulo — Provérbios 4

Neste capítulo de Provérbios, o pai relembra o próprio ensino recebido de seus pais para transmitir ao filho a importância suprema de adquirir sabedoria e entendimento, chamada de 'principal coisa'. Ele descreve o caminho dos justos como uma luz que cresce até o dia pleno, em contraste com a escuridão da vereda dos ímpios, que nem sabem em que tropeçam. O texto pede atenção às palavras ensinadas, guardando o coração de onde procedem as fontes da vida. A exortação final é para andar em caminhos retos, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda.

1 Ouvi, filhos, a correcção do pai, e estae atentos para conhecerdes a prudência.

2 Pois dou-vos boa doutrina: não deixeis a minha lei.

3 Porque eu era filho de meu pai: tenro, e único diante de minha mãe.

4 E ele ensinava-me, e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração: guarda os meus mandamentos, e vive.

5 Adquire a sabedoria, adquire a inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.

6 Não a desampares, e ela te guardará: ama-a, e ela se te conservará.

7 O princípio da sabedoria é adquirir a sabedoria: adquire pois a sabedoria, e com toda a tua possessão adquire o entendimento.

8 Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.

9 Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma corôa de gloria te entregará.

10 Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida.

11 No caminho da sabedoria te ensinei, e pelas carreiras direitas te fiz andar.

12 Por elas andando, não se estreitarão os teus passos; e, se correres, não tropeçarás.

13 Pega-te à correcção e não a largues: guarda-a, porque ela é a tua vida

14 Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus.

15 Rejeita-o; não passes por ele: desvia-te dele e passa de largo.

16 Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o somno se não fizerem tropeçar alguem.

17 Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho das violências.

18 Porém a vereda dos justos é como a luz resplandecente que vae adiante e alumia até ao dia perfeito.

19 O caminho dos ímpios é como a escuridão: nem sabem em que tropeçarão.

20 Filho meu, atenta para as minhas palavras: às minhas razões inclina o teu ouvido.

21 Não as deixes apartar-se dos teus olhos: guarda-as no meio do teu coração.

22 Porque são vida para os que as acham, e saude para todo o seu corpo.

23 Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.

24 Desvia de ti a tortuosidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos beiços.

25 Os teus olhos olhem direitos, e as tuas pálpebras olhem directamente diante de ti.

26 Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!

27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda: retira o teu pé do mal.

Neste capítulo

Personagens 1

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.