Provérbios 17

28 versículos · capítulo 17 de 31

Provérbios 17
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Provérbios 17 valoriza a paz doméstica, dizendo que um bocado seco com tranquilidade é melhor que uma casa cheia de festa e contenda. O capítulo destaca a importância da amizade fiel em tempos de angústia, do irmão que nasce para ajudar, e alerta contra quem retribui o bem com o mal, contra a fiança irresponsável e contra o coração perverso que nunca encontra o bem. Também se ensina que o coração alegre é como bom remédio, enquanto o espírito abatido seca os ossos. O texto encerra valorizando o silêncio prudente, mostrando que até o tolo pode parecer sábio quando se cala.

1 Melhor é um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de víctimas, com contenda.

2 O servo prudente dominará sobre o filho que faz envergonhar; e entre os irmãos repartirá a herança.

3 O crisol é para a prata, e o forno para o ouro; mas o Senhor prova os corações. Personagens: Senhor

4 O malfazejo atenta para o lábio iníquo: o mentiroso inclina os ouvidos à língua maligna.

5 O que escarnece do pobre insulta ao que o criou: o que se alegra da calamidade não ficará inocente.

6 Corôa dos velhos são os filhos dos filhos; e a gloria dos filhos são seus pais.

7 Não convem ao tolo o lábio excelente: quanto menos ao príncipe o lábio mentiroso.

8 Pedra preciosa é o presente aos olhos dos que o recebem; para onde quer que se volver, servirá de proveito.

9 O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a coisa, separa os maiores amigos.

10 Mais profundamente entra a reprehensão no prudente, do que cem açoites no tolo.

11 Na verdade o rebelde não busca senão o mal, mas mensageiro cruel se enviará contra ele.

12 Encontre-se com o homem a ursa roubada dos filhos; mas não o louco na sua estulticia.

13 Quanto áquele que torna mal por bem, não se apartará o mal da sua casa.

14 Como o que solta as águas, é o princípio da contenda, pelo que, antes que sejas envolto, deixa a porfia.

15 O que justifica ao ímpio, e condemna ao justo, ambos são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro. Personagens: Senhor

16 De que serviria o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?

17 Em todo o tempo ama o amigo; e para a angústia nasce o irmão.

18 O homem falto dentendimento dá a mão, ficando por fiador diante do seu companheiro.

19 O que ama a contenda ama a transgressão; o que alça a sua porta busca a ruína.

20 O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal

21 O que gera a um tolo para a sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará.

22 O coração alegre serve de bom remedio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos.

23 O ímpio tomará o presente do seio, para perverter as veredas da justiça.

24 No rosto do entendido se vê a sabedoria, porém os olhos do louco estão nas extremidades da terra.

25 O filho insensato é tristeza para seu pai, e amargura para a que o pariu.

26 Não é bom tambem pôr pena ao justo, nem que firam os príncipes ao que obra justamente.

27 Retem as suas palavras o que possue o conhecimento, e o homem dentendimento é de precioso espírito.

28 Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios por entendido.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.