Provérbios 26

28 versículos · capítulo 26 de 31

Provérbios 26
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Provérbios 26 dedica boa parte de seus versos ao retrato do tolo e do preguiçoso, usando imagens marcantes como a honra que não convém ao louco assim como a neve não convém ao verão, ou o preguiçoso que gira na cama como a porta em seus gonzos. O capítulo também denuncia o fingimento e o ódio disfarçado, alertando que quem cava uma cova para o próximo acaba caindo nela mesmo. Há ainda a comparação do mexeriqueiro com lenha que alimenta o fogo da discórdia. No conjunto, é um alerta sobre os perigos da insensatez, da preguiça e da falsidade nas relações.

1 Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não convem ao louco a honra.

2 Como ao passaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.

3 O açoite para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara para as costas dos tolos.

4 Não respondas ao tolo segundo a sua estulticia; para que tambem te não faças semelhante a ele.

5 Responde ao tolo segundo a sua estulticia; para que não seja sábio aos seus olhos.

6 Os pés corta, e o damno bebe, quem manda mensagens pela mão de um tolo.

7 Como as pernas do côxo, que pendem frouxas, assim é o provérbio na boca dos tolos.

8 Como o que ata a pedra preciosa na funda, assim é aquele que dá honra ao tolo.

9 Como o espinho que entra na mão do bebado, assim é o provérbio na boca dos tolos.

10 Os grandes molestam a todos, e alugam os tolos e transgressores.

11 Como o cão que torna ao seu vomito, assim é o tolo que reitera a sua estulticia.

12 Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? maior esperança ha do tolo do que dele.

13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas

14 Como a porta se revolve nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama.

15 O preguiçoso esconde a sua mão no seio: enfada-se de tornal-a à sua boca.

16 Mais sábio é o preguiçoso a seus olhos do que sete homens que bem respondem.

17 O que, passando, se entremete em pleito alheio é como aquele que toma um cão pelas orelhas.

18 Como o louco que lança de si faíscas, frechas, e mortandades,

19 Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Não o fiz eu por brincar?

20 Sem lenha, o fogo se apagará; e, não havendo murmurador, cessará a contenda.

21 Como o carvão é para as brazas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.

22 As palavras do murmurador são como as palavras do espancado, e elas descem ao intimo do ventre.

23 Como o caco coberto descorias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.

24 Aquele que aborrece se contrafaz pelos seus beiços, mas no seu interior encobre o engano.

25 Quando te suplicar com a sua voz, não te fies nele, porque sete abominações ha no seu coração.

26 Cujo odio se encobre com engano; a sua malícia se descobrirá na congregação.

27 O que cava uma cova nela cairá; e o que revolve a pedra esta sobre ele tornará.

28 A língua falsa aborrece aos que ela aflige, e a boca lubrica obra a ruína.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.