Provérbios 2

Benefícios morais da sabedoria

22 versículos · capítulo 2 de 31

Provérbios 2
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No segundo capítulo de Provérbios, o pai instrui o filho a buscar a sabedoria como quem procura prata ou tesouros escondidos, prometendo que esse esforço leva a entender o temor do Senhor e a conhecer a Deus. O texto ensina que a sabedoria guarda o coração e protege contra o mau caminho, contra os homens que falam coisas perversas e contra a mulher estranha que engana com suas palavras lisonjeiras. Provérbios descreve aqui os benefícios morais concretos de viver com discernimento: andar pelas veredas dos justos, habitar a terra com segurança e permanecer firme nela. O capítulo conclui alertando que os ímpios e os aleivosos serão arrancados da terra, enquanto os retos nela permanecerão.

1 Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos,

2 Para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e inclinares o teu coração ao entendimento,

3 E se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz,

4 Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a esquadrinhares,

5 Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus.

6 Porque o Senhor é o que dá a sabedoria: da sua boca é que sae o conhecimento e o entendimento.

7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os rectos: escudo é para os que caminham na sinceridade.

8 Para que guardem as veredas do juízo: e ele o caminho dos seus santos conservará.

9 Então entenderás justiça, e juízo, e equidades, e todas as boas veredas,

10 Quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for suave à tua alma.

11 O bom siso te guardará e a inteligência te conservará;

12 Para te fazer escapar do mau caminho, e do homem que fala coisas perversas.

13 Dos que deixam as veredas da rectidão, para andarem pelos caminhos das trevas.

14 Que se alegram de mal fazer, e folgam com as perversidades dos maus.

15 Cujas veredas são tortuosas e que se desviam nas suas carreiras,

16 Para te fazer escapar da mulher estranha, e da estrangeira que lisongeia com suas palavras.

17 Que deixa o guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus.

18 Porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas para os defuntos.

19 Todos os que entrarem a ela não tornarão a sair, e não atinarão com as veredas da vida.

20 Para andares pelo caminho dos bons, e guardares as veredas dos justos.

21 Porque os rectos habitarão a terra, e os sinceros permanecerão nela.

22 Mas os ímpios serão arrancados da terra, e os aleivosos serão dela exterminados.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.