Provérbios 23

35 versículos · capítulo 23 de 31

Provérbios 23
Ouça o capítulo — Provérbios 23

Provérbios 23 reúne conselhos práticos de comportamento à mesa, no trato com governantes e no cuidado com os filhos. O texto adverte contra a ganância por riquezas, contra a inveja dos pecadores e contra a sedução da prostituição, comparando-a a um poço estreito e uma cova profunda. Há também um alerta forte contra o vinho e a bebida forte, descrevendo com realismo os efeitos da embriaguez, como olhos vermelhos e tonturas. O capítulo termina lembrando que quem se apega à bebida perde o senso e insiste em voltar a cair no mesmo erro.

1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante,

2 E põe uma faça à tua garganta, se és homem de grande apetite.

3 Não cubices os seus manjares gostosos, porque são pão de mentiras.

4 Não te cances para enriqueceres; dá de mão à tua prudência.

5 Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente se fará azas e voará ao céu como a aguia

6 Não comas o pão daquele que tem o olho maligno, nem cubices os seus manjares gostosos.

7 Porque, como imaginou na sua alma, te dirá: Come e bebe; porém o seu coração não estará contigo.

8 Vomitarias o bocado que comeste, e perderias as tuas suaves palavras.

9 Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.

10 Não removas os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos,

11 Porque o seu redemptor é o Forte, que pleiteará a sua causa contra ti.

12 Aplica à disciplina o teu coração, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.

13 Não retires a disciplina da criança, quando a fustigares com a vara; nem por isso morrerá.

14 Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.

15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-ha o meu coração, sim, o meu proprio,

16 E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas rectas.

17 Não inveje aos pecadores o teu coração; antes sê no temor do Senhor todo o dia

18 Porque devéras ha um bom fim: não será cortada a tua expectação.

19 Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração.

20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.

21 Porque o beberrão e o comilão empobrecerão; e a somnolencia faz trazer os vestidos rotos.

22 Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.

23 Compra a verdade, e não a vendas: a sabedoria, e a disciplina, e a prudência.

24 Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar a um sábio se alegrará nele.

25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou.

26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.

27 Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha.

28 Tambem ela, como um salteador, se põe a espreitar, e multiplica entre os homens os iníquos.

29 Para quem são os ais? para quem os pezares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos?

30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.

33 Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.

34 E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro.

35 E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; maçaram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscal-a outra vez

Neste capítulo

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.