Provérbios 10

Provérbios de Salomão

32 versículos · capítulo 10 de 31

Provérbios 10
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Este capítulo inaugura a grande coleção de provérbios atribuídos a Salomão, com ditados curtos e contrastantes sobre a diferença entre o justo e o ímpio. Fala-se da alegria que um filho sábio traz ao pai, da bênção que recai sobre quem trabalha com diligência e fala com sinceridade, e da ruína que persegue o preguiçoso e o mentiroso. A boca do justo é chamada de fonte de vida, enquanto os lábios do ímpio escondem violência e acabam em transtorno. No conjunto, o capítulo contrasta constantemente a segurança de quem anda com integridade e a instabilidade de quem escolhe o mal.

1 Provérbios de Salomão. O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho louco é a tristeza de sua mãe. Personagens: Salomão

2 Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; porém a justiça livra da morte.

3 O Senhor não deixa ter fome a alma do justo, mas a fazenda dos ímpios rechaça.

4 O que trabalha com mão enganosa empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.

5 O que ajunta no verão é filho entendido, mas o que dorme na sega é filho que faz envergonhar.

6 Bençãos ha sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca dos ímpios.

7 A memoria do justo é abençoada, mas o nome dos ímpios apodrecerá.

8 O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o louco de lábios será transtornado.

9 Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.

10 O que acena com os olhos dá dôres, e o tolo de lábios será transtornado.

11 A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios cobre a violência.

12 O odio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.

13 Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento.

14 Os sábios escondem a sabedoria; mas a boca do tolo está perto da ruína.

15 A fazenda do rico é a cidade da sua fortaleza: a pobreza dos pobres é a sua ruína.

16 A obra do justo conduz à vida, as novidades do ímpio ao pecado.

17 O caminho para a vida é daquele que guarda a correcção, mas o que deixa a reprehensão faz errar.

18 O que encobre o odio tem lábios falsos, e o que produz má fama é um insensato.

19 Na multidão de palavras não ha falta de transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente.

20 Prata escolhida é a língua do justo: o coração dos ímpios é de nenhum preço.

21 Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos, por falta de entendimento, morrem.

22 A benção do Senhor é a que enriquece; e não lhe acrescenta dôres.

23 Como brincadeira é para o tolo fazer abominação, mas sabedoria para o homem entendido.

24 O temor do ímpio virá sobre ele, mas o desejo dos justos Deus lhe cumprirá.

25 Como passa a tempestade, assim o ímpio mais não é; mas o justo tem perpétuo fundamento.

26 Como vinagre para os dentes, como o fumo para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.

27 O temor do Senhor augmenta os dias, mas os anos dos ímpios serão abreviados.

28 A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos ímpios perecerá.

29 O caminho do Senhor é fortaleza para os rectos, mas ruína será para os que obram iniquidade.

30 O justo nunca jámais será abalado, mas os ímpios não habitarão a terra.

31 A boca do justo em abundância produz sabedoria, mas a língua da perversidade será desarreigada.

32 Os beiços do justo sabem o que agrada, mas a boca dos ímpios anda cheia de perversidades.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.