Provérbios 25
Mais provérbios de Salomão
Provérbios 25 abre uma nova coleção de ditos de Salomão, copiados pelos homens do rei Ezequias de Judá, e por isso mostra grande interesse pela conduta diante de reis e autoridades. Comparações vívidas marcam o texto: a palavra dita a seu tempo é como maçã de ouro em salva de prata, e o mensageiro fiel é como frescor de neve no calor da colheita. O capítulo também recomenda moderação, humildade diante dos grandes e até bondade para com o inimigo, alimentando quem tem fome. É uma reflexão sobre autocontrole, discrição e o poder das palavras bem colocadas.
1 Tambem estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá. Locutor: Salomão Local: Judá Personagens: Salomão, Ezequias
2 A gloria de Deus é encobrir o negocio; mas a gloria dos reis esquadrinhar o negocio.
3 Para a altura dos céus, e para a profundeza da terra, e para o coração dos reis, não ha investigação.
4 Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor.
5 Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se afirmará na justiça.
6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;
7 Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe que já viram os teus olhos.
8 Não saias depressa a litigar, para que depois ao fim não saibas que fazer, podendo-te confundir o teu próximo.
9 Pleiteia o teu pleito com o teu próximo, e não descubras o segredo dontro:
10 Para que não te deshonre o que o ouvir, e a tua infâmia se não aparte de ti.
11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12 Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio reprehensor para o ouvido ouvinte.
13 Como frieza de neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque recreia a alma de seu senhor.
14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.
15 Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda quebranta os ossos.
16 Achaste mel? come o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.
17 Retira o teu pé da casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e te aborreça.
18 Martelo, e espada, e frecha aguda é o homem que diz falso testemunho contra o seu próximo.
19 Como dente quebrado, e pé desengonçado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20 O que canta canções ao coração aflicto é como aquele que despe o vestido num dia de frio, e como vinagre sobre salitre.
21 Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sêde, dá-lhe água para beber;
22 Porque assim brazas lhe amontoarás sobre a cabeça; e o Senhor to pagará.
23 O vento norte afugenta a chuva, e a face irada a língua fingida.
24 Melhor é morar num canto do terraço, do que com a mulher contenciosa, e isso em casa em que mais companhia haja.
25 Como água fria à alma cançada, tais são as boas novas de terra remota.
26 Como fonte turva, e manancial corrupto, assim é o justo que cae diante do ímpio.
27 Comer muito mel não é bom; assim a pesquiza da propria gloria não é gloria.
28 Como a cidade derribada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.