Provérbios 23:35

Provérbios 23:35
“E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; maçaram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscal-a outra vez ”
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O que este versículo diz

O capítulo encerra com a confissão perturbadora do próprio viciado: "Espancaram-me, e não me doeu; maltrataram-me, e não o senti". Anestesiado, ele nem percebe o mal que sofreu; e, o mais trágico, sua primeira pergunta ao despertar é "ainda tornarei a buscá-la outra vez", ou seja, quando poderá beber de novo. Este é o retrato final e mais sombrio da escravidão: a pessoa perdeu não só a lucidez, mas o próprio desejo de libertar-se. O vício tornou-se senhor da vontade.

Nada mais eloquente para fechar a grande advertência do capítulo. A dependência descrita não é apenas física, mas espiritual; ela cega a pessoa para o próprio sofrimento e a prende num ciclo que ela mesma alimenta. Para o leitor, o versículo é ao mesmo tempo alerta e apelo à compaixão por quem está preso assim. E reconecta-se ao início do capítulo, ao chamado do versículo 26, "dá-me o teu coração": só entregando o coração à sabedoria e a Deus é possível não terminar acorrentado ao que promete prazer e devolve cativeiro.

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