Jó 9

Job

35 versículos · capítulo 9 de 42

Jó 9
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Jó reconhece a imensa sabedoria e poder de Deus, que move montanhas, abala a terra e comanda as estrelas, mas lamenta que nenhum ser humano possa realmente discutir ou se justificar diante de tamanha grandeza. Ele sente que, mesmo sendo inocente, sua própria boca poderia condená-lo diante de um Deus tão poderoso que trata da mesma forma o justo e o ímpio. Jó expressa profunda angústia por não haver um mediador entre ele e Deus, alguém que pudesse colocar a mão sobre ambos e tornar possível um diálogo justo, antecipando o anseio por um intercessor que marca todo o livro.

1 Então Job respondeu, e disse: Locutor: Personagens:

2 Na verdade sei que assim é; porque como se justificaria o homem para com Deus? Locutor: Personagens: Deus

3 Se quizer contender com ele, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder. Locutor:

4 Ele é sábio de coração, e forte de forças: quem se endureceu contra ele, e teve paz? Locutor:

5 Ele é o que transporta as montanhas, sem que o sintam, e o que as transtorna no seu furor. Locutor:

6 O que remove a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem. Locutor:

7 O que fala ao sol, e não sae, e sela as estrelas. Locutor:

8 O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar. Locutor:

9 O que faz a Ursa, o Orion, e o Setestrelo, e as recamaras do sul. Locutor:

10 O que faz coisas grandes, que se não podem esquadrinhar: e maravilhas tais que se não podem contar. Locutor:

11 Eis que passa por diante de mim, e não o vejo: e torna a passar perante mim, e não o sinto. Locutor:

12 Eis que arrebata; quem lho fará restituir? quem lhe dirá: Que é o que fazes? Locutor:

13 Deus não revogará a sua ira: debaixo dele se encurvam os auxiliadores soberbos. Locutor: Personagens: Deus

14 Quanto menos lhe responderia eu! ou escolheria diante dele as minhas palavras! Locutor:

15 A quem, ainda que eu fosse justo, lhe não responderia: antes ao meu Juiz pediria misericórdia. Locutor:

16 Ainda que chamasse, e ele me respondesse, nem por isso creria que désse ouvidos à minha voz. Locutor:

17 Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa. Locutor:

18 Nem me concede o respirar, antes me farta damarguras. Locutor:

19 Quanto às forças, eis que ele é o forte: e, quanto ao juízo, quem me citará com ele? Locutor:

20 Se eu me justificar, a minha boca me condemnará: se for recto, então me declarará por perverso. Locutor:

21 Se for recto, não estimo a minha alma: deprezo a minha vida. Locutor:

22 A coisa é esta; por isso eu digo que ele consome ao recto e ao ímpio. Locutor:

23 Matando o açoite de repente, então se ri da prova dos inocentes. Locutor:

24 A terra se entrega na mão do ímpio; ele cobre o rosto dos juízes: se não é ele, quem é logo? Locutor:

25 E os meus dias são mais velozes do que um correio: fugiram, e nunca viram o bem. Locutor:

26 Passam como navios veleiros: como aguia que se lança à comida. Locutor:

27 Se eu disser: Me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu rosto, e tomarei alento; Locutor:

28 Receio todas as minhas dôres, porque bem sei que me não terás por inocente. Locutor:

29 E, sendo eu ímpio, por que trabalharei em vão? Locutor:

30 Ainda que me lave com água de neve, e purifique as minhas mãos com sabão, Locutor:

31 Ainda me submergirás no fosso, e os meus próprios vestidos me abominarão. Locutor:

32 Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Locutor:

33 Não ha entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Locutor:

34 Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror. Locutor:

35 Então falarei, e não o temerei; porque assim não estou comigo. Locutor:

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Personagens 1

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.