Jó 28

28 versículos · capítulo 28 de 42

Jó 28
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Neste belo poema sobre a sabedoria, Jó descreve como o ser humano é capaz de escavar a terra em busca de prata, ouro, ferro e pedras preciosas, alcançando lugares que nem a ave de rapina conhece. Mas, apesar de toda essa capacidade, ele reconhece que a verdadeira sabedoria não pode ser comprada com ouro fino de Ofir, topázio de Cus ou qualquer outra riqueza, pois seu valor ultrapassa tudo o que existe. Jó conclui que só Deus conhece o caminho da sabedoria, e que para o homem ela se resume ao temor do Senhor e ao afastamento do mal.

1 Na verdade, ha veia donde se tira a prata, e para o ouro lugar em que o derretem. Locutor:

2 O ferro se toma do pó, e da pedra se funde o metal. Locutor:

3 Ele pôs fim às trevas, e toda a extremidade ele esquadrinha, a pedra da escuridão e da sombra da morte. Locutor:

4 Trasborda o ribeiro junto ao que habita ali, de maneira que se não possa passar a pé: então se esgota do homem, e as águas se vão. Locutor:

5 Da terra procede o pão, e debaixo dela se converte como em fogo. Locutor:

6 As suas pedras são o lugar da safira, e tem pósinhos de ouro. Locutor:

7 Vereda que ignora a ave de rapina, e que não viu os olhos da gralha. Locutor:

8 Nunca a pisaram filhos danimais altivos, nem o feroz leão passou por ela. Locutor:

9 Estendeu a sua mão contra o rochedo, e transtorna os montes desdas suas raízes. Locutor:

10 Dos rochedos faz sair rios, e o seu olho viu tudo o que ha precioso. Locutor:

11 Os rios tapa, e nem uma gota sae deles, e tira à luz o que estava escondido. Locutor:

12 Porém donde se achará a sabedoria? e onde está o lugar da inteligência? Locutor:

13 O homem não sabe a sua valia, e não se acha na terra dos viventes. Locutor:

14 O abismo diz: Não está em mim: e o mar diz: Ela não está comigo. Locutor:

15 Não se dará por ela ouro fino, nem se pesará prata em cambio dela. Locutor:

16 Nem se pode comprar por ouro fino de Ofir, nem pelo precioso onix, nem pela safira. Locutor:

17 Com ela se não póde comparar o ouro nem o cristal; nem se dá em troca dela joia de ouro fino. Locutor:

18 Não se fará menção de coral nem de perolas; porque o desejo da sabedoria é melhor que o dos rubins. Locutor:

19 Não se lhe igualará o topázio de Cus, nem se póde comprar por ouro puro. Locutor:

20 Donde pois vem a sabedoria? e onde está o lugar da inteligência? Locutor:

21 Porque está encoberta aos olhos de todo o vivente, e oculta às aves do céu. Locutor:

22 A perdição e a morte dizem: Ouvimos com os nossos ouvidos a sua fama. Locutor:

23 Deus entende o seu caminho, e ele sabe o seu lugar. Locutor: Personagens: Deus

24 Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que ha debaixo dos céus: Locutor:

25 Dando peso ao vento, e tomando a medida das águas. Locutor:

26 Prescrevendo lei para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões. Locutor:

27 Então a viu e relatou, a preparou, e tambem a esquadrinhou. Locutor:

28 Porém disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal, a inteligência. Locutor: Personagens: Deus

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.