Jó 39

30 versículos · capítulo 39 de 42

Jó 39
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Deus continua, no livro de Jó, seu discurso sobre a criação, agora voltando o olhar para o mundo animal. Ele pergunta a Jó se sabe como nascem os filhotes das cabras montesas e das cervas, quem deu liberdade ao jumento selvagem, por que o avestruz é indiferente a seus próprios ovos, e de onde vem a força indomável do cavalo de guerra. Deus também descreve o gavião e a águia, que voam e constroem seus ninhos nos lugares mais altos por instinto divino. Cada exemplo reforça que a sabedoria de Deus governa até os detalhes mais selvagens da natureza, algo que escapa ao entendimento e ao controle humano.

1 Sabes tu o tempo em que as cabras montezes parem? ou consideraste as dôres das cervas? Locutor: Senhor

2 Contarás os meses que cumprem? ou sabes o tempo do seu parto? Locutor: Senhor

3 Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dôres. Locutor: Senhor

4 Seus filhos enrijam, crescem com o trigo: saem, e nunca mais tornam a elas. Locutor: Senhor

5 Quem despediu livre o jumento montez? e quem soltou as prisões ao jumento bravo? Locutor: Senhor

6 Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por suas moradas. Locutor: Senhor

7 Ri-se do arroido da cidade: não ouve os muitos gritos do exactor. Locutor: Senhor

8 O que descobre nos montes é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde. Locutor: Senhor

9 Ou, querer-te-ha servir o unicórnio? ou ficará na tua cavalariça? Locutor: Senhor

10 Ou amarrarás o unicórnio com a sua corda no rego? ou estorroará apoz ti os vales? Locutor: Senhor

11 Ou confiarás nele, por ser grande a sua força? ou deixarás a seu cargo o teu trabalho? Locutor: Senhor

12 Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolherá na tua eira? Locutor: Senhor

13 Vem de ti as alegres azas dos pavões, que teem penas de cegonha e daguia? Locutor: Senhor

14 A qual deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó. Locutor: Senhor

15 E se esquece de que algum pé os pise, ou os animais do campo os calquem. Locutor: Senhor

16 Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus: debalde é seu trabalho, porquanto está sem temor. Locutor: Senhor

17 Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento. Locutor: Senhor Personagens: Deus

18 A seu tempo se levanta ao alto: ri-se do cavalo, e do que vae montado nele. Locutor: Senhor

19 Ou darás tu força ao cavalo? ou vestirás o seu pescoço com trovão? Locutor: Senhor

20 Ou espantal-o-has, como ao gafanhoto? terrível é o fogoso respirar das suas ventas. Locutor: Senhor

21 Escarva a terra, e folga na sua força, e sae ao encontro dos armados. Locutor: Senhor

22 Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atraz por causa da espada. Locutor: Senhor

23 Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo. Locutor: Senhor

24 Sacudindo-se, e removendo-se, escarva a terra, e não faz caso do som da buzina. Locutor: Senhor

25 Na fúria do som das buzinas diz: Eia! e de longe cheira a guerra, e o trovão dos príncipes, e o alarido. Locutor: Senhor

26 Ou vôa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas azas para o sul? Locutor: Senhor

27 Ou se remonta a aguia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho? Locutor: Senhor

28 Nas penhas mora e habita: no cume das penhas, e nos lugares seguros. Locutor: Senhor

29 Desde ali descobre a preza: seus olhos a avistam desde longe. Locutor: Senhor

30 E seus filhos chupam o sangue, e onde ha mortos ahi está. Locutor: Senhor

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.