Isaías 14

Restauração de Israel

32 versículos · capítulo 14 de 66

Isaías 14
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Isaías 14 traz uma virada de esperança: o Senhor promete se compadecer de Jacó, restaurar Israel à sua terra e transformar antigos cativos em povo livre. A partir daí, o capítulo entoa um lamento irônico contra o rei da Babilônia, retratado como a 'estrela da manhã' que caiu do céu por querer se igualar ao Altíssimo, e que agora jaz humilhado no além. O texto também traz palavras finais contra a Assíria e contra a Filístia, reafirmando que o Senhor fundou Sião como refúgio para os oprimidos do seu povo.

1 Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua propria terra: e ajuntar-se-hão com eles os estranhos, e se achegarão à casa de Jacó Local: Jacó (nação)

2 E os povos os receberão, e os levarão aos seus lugares, e a casa de Israel os possuirá por servos e por servas, na terra do Senhor: e captivarão aqueles que os captivaram, e dominarão sobre os seus opressores. Local: Israel

3 E acontecerá que no dia em que Deus vier a dar-te descanço do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir,

4 Então levantarás este dito contra o rei de Babilonia, e dirás: Como já cessou o opressor? como já cessou a cidade dourada? Local: Babilônia

5 Já quebrantou o Senhor o bastão dos ímpios e o sceptro dos dominadores. Locutor: Senhor

6 Aquele que feria aos povos com furor, com praga sem cessar, o que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguem o possa impedir.

7 Já descança, já está socegada toda a terra: exclamam com júbilo.

8 Até as faias se alegram sobre ti, e os cedros do Líbano, dizendo: Desde que tu ahi estás por terra já ninguem sobe contra nós que nos possa cortar. Local: Líbano

9 O inferno debaixo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda: desperta por ti os mortos, e todos os príncipes da terra, e faz levantar dos seus tronos a todos os reis das nações.

10 Estes todos responderão, e te dirão: Tu tambem adoeceste como nós, e foste semelhante a nós.

11 Já foi derribada no inferno a tua soberba com o som dos teus alaúdes: os bichinhos debaixo de ti se estenderão, e os bichos te cobrirão.

12 Como caiste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva do dia? como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações?

13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, por cima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte.

14 Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

15 E comtudo derribado serás no inferno, aos lados da cova.

16 Os que te virem te contemplarão, considerar-te-hão, e dirão: É este o varão que fazia estremecer a terra, e que fazia tremer os reinos?

17 Que punha o mundo como o deserto, e assolava as suas cidades? que a seus presos não deixava ir soltos para suas casas?

18 Todos os reis das nações, todos quantos eles são, jazem com honra, cada um na sua casa.

19 Porém tu és lançado da tua sepultura, como um renovo abominável, como um vestido de mortos atravessados à espada, como os que descem ao covil de pedras, como corpo morto e atropelado.

20 Com eles não serás ajuntado na sepultura; porque destruiste a tua terra e mataste o teu povo: a semente dos malignos não será nomeada para sempre.

21 Preparae a matança para os seus filhos pela maldade de seus pais, para que não se levantem, e possuam a terra, e encham o mundo de cidades.

22 Porque me levantarei contra eles, diz o Senhor dos Exércitos, e desarraigarei de Babilonia o nome, e os resíduos, e o filho, e o neto, diz o Senhor. Locutor: Senhor Local: Babilônia

23 E pôl-a-hei por possessão das corujas e lagôas daguas: e varrel-a-hei com vassoura de perdição, diz o Senhor dos Exércitos. Locutor: Senhor

24 O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efectuará. Locutor: Senhor

25 Quebrantarei a Assíria na minha terra, e nas minhas montanhas a atropelarei, para que o seu jugo se aparte deles e a sua carga se desvie dos seus hombros. Local: Assíria

26 Este é o conselho que se consultou sobre toda esta terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações.

27 Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem pois o invalidará? e a sua mão estendida está; quem pois a tornará atraz?

28 No ano em que morreu o rei Achaz, aconteceu esta carga. Local: Judá Personagens: Acaz

29 Não te alegres, ó tu, toda a Filistia, de que é quebrantada a vara que te feria; porque da raiz da cobra sairá um basilisco, e o seu fruto será uma serpente ardente, voadora. Local: Filístia

30 E os primogênitos dos pobres serão apascentados, e os necessitados se deitarão seguros; porém farei morrer de fome a tua raiz, e ele matará os teus resíduos.

31 Dá uivos, ó porta, grita, ó cidade, que já tu, ó Filistia, estás toda derretida; porque do norte vem um fumo, e nenhum solitário haverá nas suas congregações. Local: Filístia

32 Que se responderá pois aos mensageiros do povo? Que o Senhor fundou a Sião, para que os opressos do seu povo nela tenham refúgio. Local: Sião

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.