Isaías 53

12 versículos · capítulo 53 de 66

Isaías 53
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Isaías 53 é um dos textos mais comoventes da Bíblia, descrevendo um servo sofredor desprezado e rejeitado pelos homens, sem beleza que o fizesse desejável aos olhos de quem o via. Ele é ferido pelas transgressões alheias e moído pelas iniquidades do povo, levando sobre si o castigo que traz paz e cura para todos. Como cordeiro levado ao matadouro, ele não abre a boca, é morto entre os injustos e sepultado com os ricos, apesar de nunca ter cometido violência nem engano. Ao final, sua alma se entrega em expiação, e por meio dele muitos são justificados, pois intercede pelos transgressores.

1 Quem deu credito à nossa prégação? e a quem se manifestou o braço do Senhor?

2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, não havia aparência nele, para que o desejássemos.

3 Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dôres, e experimentado nos trabalhos; e como um de quem os homens escondiam o rosto era desprezado, e não fizemos dele caso algum.

4 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dôres levou sobre si; e nós o reputavamos por aflicto, ferido de Deus, e oprimido.

5 Porém ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho: porém o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

7 Exigindo-se-lhe, ele foi oprimido, porém não abriu a sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim não abriu a sua boca.

8 Da anciã e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? porque foi cortado da terra dos viventes: pela transgressão do meu povo a praga estava sobre ele.

9 E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico estava na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.

10 Porém ao Senhor agradou moel-o, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se pozer por expiação do pecado, verá a sua semente e prolongará os dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.

11 O trabalho da sua alma ele verá, e se fartará; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos: porque as suas iniquidades levará sobre si.

12 Pelo que lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porque derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; e levou sobre si o pecado de muitos, e intercede pelos transgressores.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.