Isaías 28

Juízo sobre Samaria

29 versículos · capítulo 28 de 66

Isaías 28
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Isaías 28 começa denunciando a soberba bêbada de Efraim, cuja coroa de glória murchará como flor caída, e estende a crítica a sacerdotes e profetas que também erram tontos de bebida forte, incapazes de julgar com clareza. Em meio à repreensão, surge uma promessa central: o Senhor porá em Sião uma pedra angular, provada e firme, e quem nela confiar não será abalado. O capítulo fecha com a parábola do lavrador, que sabe a hora certa de arar, semear e debulhar cada grão, imagem da sabedoria paciente de Deus ao lidar com o seu povo.

1 Ai da corôa de soberba dos bebados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cae, que está sobre a cabeça do fértil vale dos feridos do vinho.

2 Eis que o Senhor tem um valente e poderoso que como um alagamento de saraiva, tormenta de destruição, e como um alagamento de impetuosas águas que trasbordam, com a mão derribará por terra.

3 A corôa de soberba dos bebados de Efraim será pisada aos pés.

4 E a flor caída do seu glorioso ornamento, que está sobre a cabeça do fértil vale, será como a bêbera antes do verão, que, vendo a alguem, e tendo-a ainda na mão, a engole.

5 Naquele dia o Senhor dos Exércitos será por corôa gloriosa, e por grinalda formosa, para os resíduos de seu povo;

6 E por espírito de juízo, para o que se assenta a julgar, e por fortaleza para os que fazem retirar a peleja até à porta.

7 Mas tambem estes erram com o vinho e com a bebida forte se desencaminham: até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são devorados do vinho; se desencaminham com a bebida forte, andam errados na visão, e tropeçam no juízo.

8 Porque todas as suas mesas estão cheias de vomitos e sujidade, até não haver mais lugar limpo.

9 A quem pois se ensinaria a sciencia? e a quem se daria a entender o que se ouviu? ao desmamado do leite, e ao arrancado dos peitos.

10 Porque é mandamento, sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra: um pouco aqui, um pouco ali.

11 Pelo que por lábios de gago, e por outra língua, falará a este povo.

12 Ao qual disse: Este é o descanço, dae descanço ao cançado, e este é o refrigerio: porém não quizeram ouvir.

13 Assim pois a palavra do Senhor lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para traz, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos.

14 Pelo que ouvi a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que dominam este povo, que está em Jerusalem.

15 Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte, e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pozemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.

16 Portanto assim diz o Senhor Jehovah: Eis que eu fundo em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada: aquele que crer não se apresse.

17 E regrarei o juízo ao cordel, e a justiça ao nível, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo.

18 E o vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis dele pisados.

19 Desde que começa a passar, vos arrebatará, porque todas as manhãs passará, de dia e de noite: e será que somente o ouvir a fama causará grande turbação.

20 Porque a cama será tão curta que ninguem se poderá estender nela; e o cobertor tão estreito que se não possa cobrir com ele

21 Porque o Senhor se levantará como no monte de Perazim, e se irará, como no vale de Gibeon, para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu acto, o seu estranho acto.

22 Agora pois mais não escarneçais, para que vossas ataduras se não façam mais fortes: porque já ao Senhor Jehovah dos Exércitos ouvi falar de uma destruição, e essa já está determinada sobre toda a terra.

23 Inclinae os ouvidos, e ouvi a minha voz: atendei bem, e ouvi o meu discurso.

24 Porventura lavra todo o dia o lavrador, para semear? ou abre e desterroa todo o dia a sua terra?

25 Porventura não é assim? quando já tem gradado a sua superfície, então esparge nela ervilhaca, e derrama cominho: ou lança nela do melhor trigo, ou cevada escolhida, ou centeio, cada qual no seu lugar.

26 O seu Deus o ensina, e o instrue acerca do que ha de fazer.

27 Porque a ervilhaca não se trilha com trilho, nem sobre o cominho passa roda de carro; mas com uma vara se sacode a ervilhaca, e o cominho com um páu.

28 O trigo é esmiuçado, mas não se trilha continuamente, nem se esmiuça com as rodas do seu carro, nem se quebranta com os seus cavalos.

29 Até isto procede do Senhor dos Exércitos; porque é maravilhoso em conselho e grande em obra.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.