Isaías 57

21 versículos · capítulo 57 de 66

Isaías 57
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Isaías 57 começa lamentando que os justos morrem sem que ninguém perceba, embora sejam recolhidos da presença do mal para entrarem em paz e descanso. Em seguida o profeta denuncia duramente a idolatria do povo, comparada a uma infidelidade conjugal, com sacrifícios em jardins e até oferecimento de filhos em ribeiros. Apesar da dura acusação, o Senhor se revela como aquele que habita nas alturas mas também com o contrito e humilde de espírito, prometendo cura aos que se arrependem, em contraste com a inquietação dos ímpios, comparados a um mar bravo.

1 Perece o justo, e não ha quem considere nisso em seu coração, e os homens compassivos são recolhidos, sem que alguem considere que o justo é recolhido antes do mal.

2 Entrará em paz: descançarão nas suas camas, os que houverem andado na sua rectidão.

3 Porém chegae-vos aqui, vós os filhos da agoureira, semente adulterina, e que cometeis fornicação.

4 De quem fazeis o vosso passatempo? contra quem alargais a boca, e deitais para fora a língua? porventura não sois filhos da transgressão, semente da falsidade,

5 Que vos esquentais com os deuses debaixo de toda a árvore verde, e sacrificais os filhos nos ribeiros, debaixo dos cantos dos penhascos?

6 Nas pedras lisas dos ribeiros está a tua parte; estas, estas são a tua sorte; a estas tambem derramas a tua libação, e lhes ofereces ofertas: contentar-me-hia eu destas coisas?

7 Sobre os montes altos e levantados pões a tua cama; e lá sobes para sacrificar sacrificios.

8 E detraz das portas e dos umbrais pões os teus memoriais; porque, desviando-te de mim, a outros te descobres, e sobes, alargas a tua cama, e fazes concerto com alguns deles: amas a sua cama, onde quer que a vês.

9 E vais ao rei com oleo, e multiplicas os teus perfumes; e envias os teus embaixadores para longe, e te abates até aos infernos.

10 Na tua comprida viagem te cançaste; porém não dizes: É coisa desesperada: o que buscavas achaste; por isso não adoeces.

11 Mas de que tiveste receio, ou a quem temeste? porque mentiste, e não te lembraste de mim, nem no teu coração me pozeste? não é porventura porque eu me calo, e isso já desde muito tempo, e me não temes?

12 Eu publicarei a tua justiça, e as tuas obras, que não te aproveitarão.

13 Quando vieres a clamar, livrem-te os teus congregados; porém o vento a todos levará, e a vaidade os arrebatará: mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdará o meu santo monte. Local: Sião

14 E dir-se-ha: Aplainae, aplainae a estrada, preparae o caminho: tirae os tropeços do caminho do meu povo.

15 Porque assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Na altura e no lugar santo hábito; como tambem com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.

16 Porque para sempre não contenderei, nem continuamente me indignarei; porque o espírito perante a minha face se oprimiria, e as almas que eu fiz. Locutor: Senhor

17 Pela iniquidade da sua avareza me indignei, e os feri: escondi-me, e indignei-me; comtudo, rebeldes, seguiram o caminho do seu coração. Locutor: Senhor

18 Eu vejo os seus caminhos, e os sararei, e os guiarei, e lhes tornarei a dar consolações, a saber, aos seus pranteadores. Locutor: Senhor

19 Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para os que estão longe, e para os que estão perto, diz o Senhor, e eu os sararei. Locutor: Senhor

20 Mas os ímpios são como o mar bravo, porque não se pode aquietar, e as suas águas lançam de si lama e lodo.

21 Os ímpios, diz o meu Deus, não teem paz. Locutor: Deus

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.