Jó 28:7
“Vereda que ignora a ave de rapina, e que não viu os olhos da gralha.”
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Neste versículo
- Quem falaJó
“Vereda que ignora a ave de rapina, e que não viu os olhos da gralha.”
O que este versículo diz
Agora o poeta olha para o alto e para o horizonte, contrastando o minerador com as criaturas mais argutas. As veredas que o homem abre no subsolo são desconhecidas até da ave de rapina, cujos olhos são proverbialmente penetrantes. Nem a gralha, ave de vista aguçada e voo alto, avistou esses caminhos secretos.
O sentido é duplo. Por um lado, exalta-se o alcance do engenho humano: chegamos a lugares que nem os olhos mais afiados da criação enxergam. Por outro, prepara-se o argumento maior: se nem o falcão nem a gralha, com toda a sua acuidade, veem a vereda para o ouro, muito menos qualquer criatura enxergaria o caminho para a sabedoria. A visão, por mais aguda, tem limites. Para o leitor, é um convite à humildade: há coisas que nenhum olho descobre por si mesmo, por mais atento que seja. Nem tudo o que importa está ao alcance da mais penetrante das observações.