Apocalipse 9

21 versículos · capítulo 9 de 22

Apocalipse 9
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Neste capítulo de Apocalipse, o toque da quinta trombeta libera uma praga assustadora: gafanhotos que saem da fumaça do abismo, com aparência de cavalos preparados para a guerra, rostos humanos, cabelos como de mulher e cauda de escorpião, comandados por um rei chamado Abadom em hebraico e Apoliom em grego. Eles atormentam por cinco meses apenas os que não têm o selo de Deus, fazendo com que as pessoas desejem morrer sem conseguir. Depois, a sexta trombeta liberta quatro anjos presos junto ao rio Eufrates, à frente de um exército descrito com riqueza de detalhes, que mata a terça parte da humanidade; ainda assim, os sobreviventes não abandonam a idolatria nem os maus costumes. É um retrato duro da dureza do coração humano mesmo diante de sinais impressionantes.

1 E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.

2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço, como o fumo de uma grande fornalha, e com o fumo do poço escureceram-se o sol e o ar

3 E do fumo saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que teem os escorpiões da terra.

4 E foi-lhes dito que não fizessem damno à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, senão somente aos homens que não teem nas suas testas o sinal de Deus Personagens: Deus

5 E foi-lhes dado, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere ao homem.

6 E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.

7 E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como corôas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como os rostos de homens.

8 E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões.

9 E tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas azas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate.

10 E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era de damnificarem os homens por cinco meses.

11 E tinham sobre si um rei, o anjo do abismo; em hebreo era o seu nome Abadon, e em grego tinha por nome Apolion. Personagens: Abadom, Apoliom

12 Passado é já um ai; eis que depois disso veem ainda dois ais.

13 E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz dos quatro cornos do altar de ouro, que estava diante de Deus, Personagens: Deus

14 A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que estão presos junto ao grande rio Eufrates. Local: Eufrates

15 E foram soltos os quatro anjos, que estavam prestes para a hora, e dia, e mês, e ano, para matarem a terça parte dos homens.

16 E o numero dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o numero deles.

17 E vi assim os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas sahia fogo e fumo e enxofre.

18 Por estes tres foi morta a terça parte dos homens, pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre, que sahia das suas bocas.

19 Porque o seu poder está na sua boca e nas suas caudas. Porque as suas caudas são semelhantes a serpentes, e teem cabeças, e com elas damnificam.

20 E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demonios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.

21 E não se arrependeram de seus homicidios, nem de suas feiticerias, nem de sua fornicação, nem de suas ladroices.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.