Isaías 28:4
“E a flor caída do seu glorioso ornamento, que está sobre a cabeça do fértil vale, será como a bêbera antes do verão, que, vendo a alguem, e tendo-a ainda na mão, a engole.”
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“E a flor caída do seu glorioso ornamento, que está sobre a cabeça do fértil vale, será como a bêbera antes do verão, que, vendo a alguem, e tendo-a ainda na mão, a engole.”
O que este versículo diz
Isaías completa a figura da flor que murcha com uma comparação vívida do cotidiano rural: o primeiro figo maduro do verão. Quando alguém avista essa fruta precoce, mal a segura na mão e já a devora, tão desejável e tão passageira ela é. Assim será o fim da glória de Samaria: cobiçada, mas consumida num instante, sem deixar rastro. A cidade que parecia coroa esplêndida some com a rapidez de um figo que se come antes mesmo de guardar.
A imagem fala da transitoriedade de tudo que idolatramos. Aquilo que hoje nos parece indispensável e brilhante pode desaparecer entre um gesto e outro. O ensino devocional é claro: convém não prender o coração ao que é sazonal. Buscamos, em vez disso, os bens que não apodrecem, a comunhão com Deus e a integridade da vida, que permanecem quando a fruta do verão já foi engolida e esquecida.