Salmos 39

13 versículos · capítulo 39 de 150

Salmos 39
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Davi relata como decidiu guardar silêncio e vigiar suas palavras diante dos ímpios, mas a dor interior cresceu até que precisou falar com Deus sobre a brevidade da vida. Ele pede ao Senhor que lhe mostre quão frágeis e passageiros são seus dias, comparando a existência humana a um sopro e reconhecendo que os homens se afadigam em vão acumulando riquezas que outros herdarão. Reconhecendo que sua esperança está unicamente em Deus, Davi implora livramento de suas transgressões e que o Senhor não o torne motivo de zombaria. O salmo termina com um pedido comovente para que Deus ouça seu clamor e lhe dê um pouco de alívio antes que sua vida se acabe.

1 Disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua: guardarei a boca com um freio, emquanto o ímpio estiver diante de mim. Locutor: Davi

2 Com o silêncio fiquei mudo; calava-me mesmo acerca do bem, e a minha dôr se agravou.

3 Esquentou-se-me o coração dentro de mim; emquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua.

4 Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou fragil. Personagens: Senhor

5 Eis que fizeste os meus dias como a palmos, o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade que todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade (Selah).

6 Na verdade que todo o homem anda como uma aparência; na verdade que em vão se inquietam: amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

7 Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti. Personagens: Senhor

8 Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.

9 Emudeci: não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.

10 Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.

11 Quando castigas o homem, por causa da iniquidade, com reprehensões, fazes com que a sua beleza se consuma como a traça: assim todo o homem é vaidade (Selah.)

12 Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou estranho para ti e peregrino como todos os meus pais. Personagens: Senhor

13 Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.