Salmos 39:1
“Disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua: guardarei a boca com um freio, emquanto o ímpio estiver diante de mim.”
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O que este versículo diz
O salmo abre com uma resolução firme atribuída pela tradição a Davi, entregue ao mestre de canto Jedutum. O salmista decide vigiar os próprios caminhos para não pecar com a língua, colocando um "freio" na boca — a imagem é a do bocal que controla o animal, sinal de autodomínio deliberado. Esse cuidado tem um alvo específico: manter-se calado "enquanto o ímpio estiver diante de mim", talvez para não desonrar a Deus diante de quem duvida ou zomba, ou para não deixar escapar palavras amargas nascidas do sofrimento.
Há aqui uma sabedoria antiga sobre o poder das palavras, tão presente em Provérbios: nem toda dor precisa ser dita, e há momentos em que o silêncio protege. Para o leitor, é um convite a examinar quando calar é virtude. Ainda assim, como os próximos versículos mostrarão, esse silêncio não resolveu tudo — guardar a dor por fora não a apaga por dentro, e o salmo será honesto quanto a esse limite.