Salmos 35

28 versículos · capítulo 35 de 150

Salmos 35
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Salmos 35 é uma oração intensa de Davi pedindo que o Senhor mesmo peleje contra os que o perseguem sem motivo, usando escudo e lança em sua defesa. Ele descreve como pagou o bem que fizera aos inimigos com jejum e compaixão, mas recebeu de volta falsas acusações, zombaria e alegria maldosa diante de sua desgraça. Apesar da dor de ver amigos se voltarem contra ele injustamente, o salmista pede que Deus julgue a causa segundo a justiça e promete louvá-lo publicamente na grande congregação. O salmo termina com a esperança de que os que amam a justiça do Senhor cantem e se alegrem por sua libertação.

1 Pleiteia, Senhor, com aqueles que pleiteiam comigo: peleja contra os que pelejam contra mim. Personagens: Senhor

2 Pega do escudo e da rodela, e levanta-te em minha ajuda.

3 Tira da lança e obstroe o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.

4 Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida: voltem atraz e envergonhem-se os que contra mim tentam mal.

5 Sejam como moinho perante o vento, o anjo do Senhor os faça fugir. Personagens: Senhor

6 Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do Senhor os persiga. Personagens: Senhor

7 Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, a qual sem razão cavaram para a minha alma.

8 Sobrevenha-lhe destruição sem o saber, e prenda-o a rede que ocultou; caia ele nessa mesma destruição.

9 E a minha alma se alegrará no Senhor; alegrar-se-ha na sua salvação. Personagens: Senhor

10 Todos os meus ossos dirão: Senhor, quem é como tu, que livras o pobre daquele que é mais forte do que ele? sim, o pobre e o necessitado daquele que o rouba. Personagens: Senhor

11 Falsas testemunhas se levantaram: depozeram contra mim coisas que eu não sabia.

12 Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.

13 Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, o meu vestido era o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.

14 Portava-me como se ele fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe.

15 Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam: os objectos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me, e não cessavam.

16 Como hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim.

17 Senhor, até quando verás isto? resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predilecta dos leões, Personagens: Senhor

18 Louvar-te-hei na grande congregação: entre muitíssimo povo te celebrarei.

19 Não se alegrem os meus inimigos de mim sem razão, nem acenem com os olhos aqueles que me aborrecem sem causa.

20 Pois não falam de paz; antes projectam enganar os quietos da terra.

21 Abrem a boca de par em par contra mim, e dizem: Ólá, Ólá! os nossos olhos o viram.

22 Tu, Senhor, o tens visto, não te cales: Senhor, não te alongues de mim; Personagens: Senhor

23 Desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu, e Senhor meu. Personagens: Deus, Senhor

24 Julga-me segundo a tua justiça, Senhor Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim. Personagens: Senhor

25 Não digam em seus corações: Eia, sus, alma nossa: não digam: Nós o havemos devorado.

26 Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim.

27 Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O Senhor seja engrandecido, o qual ama a prosperidade do seu servo. Personagens: Senhor

28 E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.