Deus

O Deus único, Criador dos céus e da terra e figura central de toda a Bíblia — de Gênesis ao Apocalipse.

Também conhecido como: Javé, Jeová, Elohim, El-Shaddai, Adonai.

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Nenhuma figura ocupa tanto espaço nas páginas da Bíblia quanto Deus. Ele é o primeiro a agir — "No princípio, Deus criou os céus e a terra" — e a presença que atravessa cada livro, do Gênesis ao Apocalipse, falando, criando, julgando, prometendo e salvando.
Compreender quem é Deus nas Escrituras é, de certo modo, compreender a própria história que elas contam: a de um Criador que não permanece distante, mas se aproxima, chama pelo nome e caminha ao lado da humanidade.
Os nomes de Deus. A Bíblia não usa uma única palavra para se referir a Deus, e cada nome revela uma faceta. "Elohim" é o Deus poderoso da criação; "El-Shaddai", o Deus Todo-Poderoso que se mostra aos patriarcas; "Adonai", o Senhor soberano. Acima de todos está o nome próprio revelado a Moisés na sarça ardente, o Tetragrama YHWH — traduzido tradicionalmente por "o Senhor" e vocalizado como Javé ou Jeová. Quando Moisés pergunta que nome deve anunciar, a resposta é enigmática e definitiva: "Eu Sou o que Sou" (Êxodo 3:14), o Deus que simplesmente é, fonte de toda existência.

O Criador. A Bíblia se abre apresentando Deus como aquele que chama o mundo à existência pela palavra: a luz, o céu, a terra, os mares, as criaturas e, por fim, o ser humano, feito "à sua imagem". Antes de ser lei, aliança ou promessa, Deus é o princípio de tudo o que existe — e a criação, repetidamente chamada de "boa", é o primeiro sinal de sua bondade.

O Deus que faz aliança. Da criação em diante, a Bíblia narra um Deus que se relaciona. Ele chama Abraão e promete torná-lo uma grande nação; liberta Israel da escravidão no Egito; entrega a Lei no Sinai e firma alianças que estruturam toda a narrativa bíblica. É um Deus que ouve o clamor dos oprimidos, guia o seu povo pelo deserto e permanece fiel mesmo quando a humanidade falha.

Os atributos de Deus. Ao longo dos Salmos e dos Profetas, revela-se um retrato coerente: Deus é santo e justo, mas também "misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade" (Salmo 103:8). É eterno — "não se cansa nem se fatiga" (Isaías 40:28) —, soberano sobre a história e, ao mesmo tempo, próximo como um pastor que cuida de suas ovelhas (Salmo 23).

Deus no Novo Testamento. Para os cristãos, a plenitude dessa revelação acontece em Jesus Cristo, apresentado no Evangelho de João como o Verbo eterno que "se fez carne e habitou entre nós". O Novo Testamento resume o caráter divino em uma frase que se tornou o coração da fé cristã: "Deus é amor" (1 João 4:8). É esse amor que, segundo o Evangelho, motiva a história inteira da salvação.

Um só Deus, lido por muitas tradições. As Escrituras afirmam, acima de tudo, que Deus é um: "Ouve, Israel: o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor" (Deuteronômio 6:4). O judaísmo guarda essa unidade indivisível; o cristianismo confessa o mesmo Deus único revelado como Pai, Filho e Espírito Santo. Apesar das diferenças, todas as tradições que leem a Bíblia reconhecem nesse Deus o Criador santo, justo e misericordioso que se dá a conhecer para ser amado e seguido.

Principais passagens

Onde aparece na Bíblia

Fala em 1444 versículo(s) · Citado em 1458 versículo(s)

Êxodo

Números

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