Cânticos 5

16 versículos · capítulo 5 de 8

Cânticos 5
Ouça o capítulo — Cânticos 5

Em Cânticos 5, o amado responde ao convite chegando ao seu jardim para desfrutar de seus frutos, enquanto a amada, já deitada, ouve sua voz batendo à porta durante a noite. Hesitando em se levantar, ela finalmente abre a porta, mas o amado já havia partido, e sua alma se derrete de saudade ao buscá-lo sem sucesso pelas ruas, sendo até maltratada pelos guardas da cidade. Diante das filhas de Jerusalém que perguntam o que há de especial nele, ela descreve com admiração cada detalhe de sua aparência — a cabeça como ouro puro, os olhos como pombas, os lábios como lírios — declarando-o totalmente desejável.

1 Já vim para o meu jardim, irmã minha, ó esposa: colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite: comei, amigos, bebei, ó amados, e embriagae-vos. Locutor: Amado (Salomão)

2 Eu estava dormindo, mas o meu coração vigiava: eis a voz do meu amado que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, perfeita minha, porque a minha cabeça está cheia dorvalho, as minhas guedelhas das gotas da noite; Locutor: Sulamita

3 Já despi os meus vestidos; como os tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? Locutor: Sulamita

4 O meu amado meteu a sua mão pelo buraco da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. Locutor: Sulamita

5 Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos distilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldrabas da fechadura. Locutor: Sulamita

6 Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado, e tinha ido: a minha alma se derreteu quando ele falou; busquei-o e não o achei, chamei-o, e não me respondeu. Locutor: Sulamita

7 Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade: espancaram-me, feriram-me, tiraram-me o meu véu os guardas dos muros. Locutor: Sulamita

8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalem, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. Locutor: Sulamita Local: Jerusalém

9 Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste? Locutor: Coro

10 O meu amado é candido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil. Locutor: Sulamita

11 A sua cabeça é como o ouro mais apurado, as suas guedelhas crespas, pretas como o corvo. Locutor: Sulamita

12 Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. Locutor: Sulamita

13 As suas faces são como um canteiro de especiaria, como caixas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra distilante. Locutor: Sulamita

14 As suas mãos como aneis de ouro que teem engastadas as turquezas: o seu ventre como alvo marfim, coberto de safiras. Locutor: Sulamita

15 As suas pernas como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer como o Líbano, excelente como os cedros. Locutor: Sulamita Local: Líbano

16 O seu falar é muitíssimo suave, e todo ele totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalem. Locutor: Sulamita Local: Jerusalém

Neste capítulo

Ir para outro capítulo

Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.