Cânticos 5:2
“Eu estava dormindo, mas o meu coração vigiava: eis a voz do meu amado que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, perfeita minha, porque a minha cabeça está cheia dorvalho, as minhas guedelhas das gotas da noite;”
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- Quem falaSulamita
O que este versículo diz
Começa aqui uma nova cena, marcada por um contraste inquietante com a plenitude anterior. A amada descreve um estado entre o sono e a vigília: "eu dormia, mas o meu coração vigiava". A imagem sugere um amor que permanece atento mesmo no repouso, sempre à espera da voz do amado. E essa voz chega batendo à porta, pedindo entrada.
Os nomes ternos que ele usa — irmã, amiga, pomba, perfeita — acumulam afeto e intimidade, cada um revelando uma faceta do carinho. A menção ao orvalho e às "gotas da noite" em seus cabelos indica que ele veio de longe, atravessando a escuridão para estar com ela. É a linguagem do desejo que não se detém diante do desconforto. Para o leitor, o versículo fala da atenção do coração que ama: mesmo em meio ao cansaço e à distração, permanece uma escuta interior pronta a reconhecer quem chama à porta da nossa vida.