Lucas 15

A parábola da ovelha perdida

32 versículos · capítulo 15 de 24

Lucas 15
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Incomodado por ver Jesus acolher publicanos e pecadores, os fariseus e escribas murmuram, e é nesse contexto que ele conta três parábolas sobre coisas perdidas e reencontradas. A ovelha desgarrada que o pastor busca até encontrar, a moeda perdida que a mulher procura com cuidado pela casa, e sobretudo o filho pródigo, que desperdiça sua herança, passa fome e volta arrependido para ser recebido pelo pai com festa e ternura, sem reprovação. O irmão mais velho, ressentido por tanta generosidade, representa aqueles que têm dificuldade em aceitar a misericórdia dedicada aos que erraram. Lucas usa essas imagens para revelar a alegria de Deus diante de qualquer pecador que se arrepende e retorna.

1 E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir. Personagens: Jesus

2 E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.

3 E ele lhes propoz esta parábola, dizendo: Personagens: Jesus

4 Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vae após a perdida até que venha a achal-a? Locutor: Jesus

5 E, achando-a, a põe sobre seus hombros, gostoso;

6 E, chegando a casa, convoca os amigos e visinhos, dizendo-lhes: Alegrae-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.

7 Digo-vos que assim haverá mais alegria no céu sobre um pecador que se arrependa do que sobre noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Locutor: Jesus

8 Ou qual a mulher que, tendo dez drachmas, se perder uma drachma, não acende a candeia, e não varre a casa, e não busca com diligência até a achar? Locutor: Jesus

9 E, achando-a, convoca as amigas e visinhas, dizendo: Alegrae-vos comigo, porque já achei a drachma perdida.

10 Assim vos digo que ha alegria diante dos anjos de Deus sobre um pecador que se arrepende. Locutor: Jesus

11 E disse: Um certo homem tinha dois filhos; Locutor: Jesus

12 E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele lhes repartiu a fazenda.

13 E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra mui longe, e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.

14 E, havendo ele já gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidade.

15 E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar os porcos.

16 E desejava saciar o seu estomago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguem lhe dava nada.

17 E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai teem abundância de pão, e eu pereço de fome!

18 Levantar-me-hei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-hei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;

19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.

20 E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de intima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.

22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o vestido melhor, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;

23 E trazei o bezerro cevado, e matae-o; e comamos, e alegremo-nos;

24 Porque este meu filho era morto, e reviveu, tinha-se perdido, e é achado. E começaram a alegrar-se.

25 E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.

26 E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.

27 E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porquanto o recuperou são e salvo.

28 Indignou-se, porém, ele, e não queria entrar. E, saindo o pai, o rogava.

29 Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo ha tantos anos, e nunca transgredi o teu mandamento, e nunca me déste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;

30 Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.

31 E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;

32 Portanto era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão era morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.