Jó 6:5
“Porventura zurrará o jumento montez junto à relva? ou berrará o boi junto ao seu pasto?”
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- Quem falaJó
“Porventura zurrará o jumento montez junto à relva? ou berrará o boi junto ao seu pasto?”
O que este versículo diz
Jó recorre a provérbios do cotidiano rural para defender seus lamentos. O jumento selvagem não zurra quando tem relva farta, nem o boi berra diante do pasto abundante: os animais só reclamam quando lhes falta o essencial. A lógica é simples e desarmante: se até os brutos só protestam por real necessidade, quanto mais um homem só geme quando tem verdadeiro motivo. Seus gritos, portanto, não são capricho, mas sinal de fome real da alma.
Com essa sabedoria observadora, típica da literatura de Israel, Jó responde a quem o acusa de exagerar. Ele pede que seus amigos leiam seu clamor como se lê o berro do animal faminto: como testemunho de que algo está genuinamente errado. É um lembrete para nós de que o queixume de quem sofre raramente é gratuito. Antes de repreender o gemido alheio, convém perguntar de que pasto perdido ele nasce.