Jó 4:21

Jó 4:21
“Porventura se não passa com eles a sua excelência? morrem, porém sem sabedoria. ”
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O que este versículo diz

O oráculo se encerra com uma pergunta melancólica: não se retira deles a sua "excelência", aquilo que os sustentava? Morrem, e morrem "sem sabedoria". A imagem final pode ser a da corda de uma tenda que se arranca, fazendo a habitação desabar — a vida se desmonta de repente. E o mais triste, na visão da voz, é que se morre sem ter alcançado sabedoria, ou seja, sem chegar a compreender o sentido de tudo. É um fecho sóbrio, quase resignado, sobre a pequenez humana.

Assim termina o argumento que Elifaz apresenta como revelação. Ele diz verdades sobre a fragilidade e a mortalidade, mas conclui em tom que deixa o homem no pó, sem esperança clara. O restante da Escritura, e sobretudo o Evangelho, responderá a essa melancolia: em Cristo, a sabedoria e a vida vencem a corda arrancada da tenda. Para o leitor de hoje, este capítulo é convite a acolher a verdade da nossa pequenez sem nela nos afogarmos — pois quem nos formou do pó também nos promete que a morte não terá a palavra final.

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