Hebreus

Hebreus

Uma exposição grandiosa da superioridade de Cristo, que mostra Jesus como o supremo e definitivo sumo sacerdote.

A Carta aos Hebreus é uma das obras mais eloquentes e teologicamente densas do Novo Testamento, escrita provavelmente para cristãos de origem judaica tentados a abandonar a fé e voltar às práticas antigas. Seu autor permanece desconhecido, o que só aumenta o fascínio do texto, mas seu propósito é inconfundível: demonstrar, de todas as maneiras possíveis, a superioridade absoluta de Cristo. Mais do que uma carta comum, tem o formato de um sermão cuidadosamente elaborado, com uma prosa refinada e argumentos que se encadeiam com beleza.

O grande fio condutor é mostrar que Jesus é maior do que tudo o que o passava por sagrado no judaísmo: maior que os anjos, que Moisés, que os sacerdotes e que os sacrifícios do templo. Ele é apresentado como o verdadeiro e definitivo sumo sacerdote, que não oferece o sangue de animais, mas a si mesmo, de uma vez por todas. A carta alterna passagens de profunda reflexão com advertências firmes para que os leitores não desistam nem retrocedam, e culmina no célebre capítulo 11, o grande hino da fé, que desfila os heróis que confiaram em Deus contra toda esperança.

A definição de fé oferecida ali se tornou uma das mais citadas de toda a Bíblia: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem" (Hebreus 11.1). A partir dela, o autor exorta os fiéis a correr com paciência a carreira proposta, fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da fé. A mensagem final é de perseverança confiante: diante das provações, o crente encontra em Cristo um mediador perfeito e um caminho novo e vivo até Deus. Poucos livros exaltam tão intensamente a pessoa e a obra de Jesus.

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