Salmos 92:7
“Quando o ímpio crescer como a erva, e quando florescerem todos os que obram a iniquidade, é que serão destruídos perpetuamente.”
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“Quando o ímpio crescer como a erva, e quando florescerem todos os que obram a iniquidade, é que serão destruídos perpetuamente.”
O que este versículo diz
Agora o salmista enfrenta de frente o velho problema: os ímpios parecem prosperar. Ele usa a imagem da erva, que brota rápido, cobre o campo e viceja num instante — mas justamente por isso é frágil e passageira. O florescer dos que praticam a maldade é real, porém enganoso: sua aparente vitória é o prelúdio de uma ruína "perpétua".
O verso responde à angústia de tanta gente boa que vê a injustiça compensar. A resposta não nega o problema, mas oferece perspectiva: o tempo revela o que o instante esconde. A prosperidade do mal é como capim que seca; não tem raiz nem futuro. Para o leitor tentado à inveja ou ao desânimo diante de quem lucra pela desonestidade, o salmo pede paciência e fé. O sucesso rápido do injusto não é a palavra final. Vale mais uma vida enraizada em Deus, ainda que de crescimento lento, do que um viço breve destinado a murchar.