“E abaixando-se, viu postos os lençoes; todavia não entrou.”
Ouça João 20:5
O que este versículo diz
Ao chegar primeiro, o discípulo amado se abaixa e olha para dentro, mas não entra. Vê os lençóis, ou faixas de linho, ali dispostos. O detalhe é significativo: se o corpo tivesse sido roubado, dificilmente os ladrões teriam deixado para trás os panos, e menos ainda os deixariam ordenados. A cena começa a apontar, silenciosamente, para algo diferente de um furto.
A hesitação em entrar tem sido lida de vários modos: respeito, cautela, talvez o pudor diante de um espaço sagrado, ou uma deferência natural que fará com que ceda a primazia da entrada a Pedro. O evangelista não explica, e é prudente não inventar motivações. Fica, porém, uma lição sobre o olhar da fé: às vezes é preciso deter-se à beira do mistério antes de penetrá-lo. Nem tudo se compreende de imediato; há um tempo de observar, de deixar que os sinais falem. A pressa da corrida cede lugar à quietude atenta diante do inexplicável.
O que este versículo diz
Ao chegar primeiro, o discípulo amado se abaixa e olha para dentro, mas não entra. Vê os lençóis, ou faixas de linho, ali dispostos. O detalhe é significativo: se o corpo tivesse sido roubado, dificilmente os ladrões teriam deixado para trás os panos, e menos ainda os deixariam ordenados. A cena começa a apontar, silenciosamente, para algo diferente de um furto.
A hesitação em entrar tem sido lida de vários modos: respeito, cautela, talvez o pudor diante de um espaço sagrado, ou uma deferência natural que fará com que ceda a primazia da entrada a Pedro. O evangelista não explica, e é prudente não inventar motivações. Fica, porém, uma lição sobre o olhar da fé: às vezes é preciso deter-se à beira do mistério antes de penetrá-lo. Nem tudo se compreende de imediato; há um tempo de observar, de deixar que os sinais falem. A pressa da corrida cede lugar à quietude atenta diante do inexplicável.