Juízes 16:3

Juízes 16:3
“Porém Sansão deitou-se até à meia noite, e à meia noite se levantou, e travou das portas da entrada da cidade com ambas as umbreiras, e juntamente com a tranca as tomou, pondo-as sobre os hombros; e levou-as para cima até ao cume do monte que está defronte de Hebron”
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O que este versículo diz

A resposta de Sansão à cilada é espetacular. Em vez de esperar o amanhecer, levanta-se à meia-noite, arranca as portas do portão da cidade com as duas ombreiras e a tranca, e as carrega no ombro até o alto de um monte diante de Hebrom, dezenas de quilômetros adiante. As portas eram o símbolo da segurança de Gaza; arrancá-las era humilhar a cidade inteira e expor sua vulnerabilidade.

O episódio mostra a força que Deus concedia a Sansão operando de modo quase brincalhão, quase provocador. Mas é força sem estratégia, poder sem propósito consistente: ele derrota os inimigos e segue sem que nada mude na libertação de Israel. A tradição vê aqui um sinal do potencial desperdiçado desse juiz. Para o leitor, fica a lição de que capacidade não é o mesmo que sabedoria. Podemos ter dons impressionantes e, ainda assim, usá-los sem direção, colecionando feitos que não constroem nada duradouro.

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