Juízes 16:2
“E foi dito aos gazitas: Sansão entrou aqui. Foram pois em roda, e toda a noite lhe puzeram espias à porta da cidade: porém toda a noite estiveram socegados, dizendo: Até à luz da manhã esperaremos; então o mataremos.”
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O que este versículo diz
A notícia de que Sansão está na cidade corre rápido, e os habitantes de Gaza montam uma emboscada. Cercam o lugar e postam vigias junto ao portão, planejando esperar a madrugada para matá-lo. A estratégia revela quanto temiam aquele homem: preferiam a cautela da noite ao confronto direto. O portão da cidade, ponto obrigatório de saída, parecia a armadilha perfeita.
Há aqui uma ironia que o capítulo vai desenvolvendo. Os filisteus acreditam ter o inimigo encurralado e ficam "sossegados", confiantes no próprio plano. Mas quem se apoia apenas na própria astúcia costuma subestimar o imprevisto. A cena nos lembra que os cálculos humanos, por mais cuidadosos que sejam, não controlam todos os desfechos. Ao mesmo tempo, ela expõe Sansão em situação de risco causada por sua própria imprudência. Deus ainda não o abandonara, mas o juiz caminhava perigosamente perto do abismo, protegido mais pela paciência divina do que pelo próprio juízo.