Isaías 41:7
“E o artífice animou ao ourives, e o que alisa com o martelo ao que bate na safra, dizendo da soldadura: Boa é. Então com pregos o firma, para que não venha a mover-se.”
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“E o artífice animou ao ourives, e o que alisa com o martelo ao que bate na safra, dizendo da soldadura: Boa é. Então com pregos o firma, para que não venha a mover-se.”
O que este versículo diz
A cena da fabricação do ídolo se completa com detalhes quase cômicos. O artífice anima o ourives, o que martela encoraja o que bate na bigorna, e todos elogiam a solda: "boa é". Por fim, pregam a imagem para que "não venha a mover-se". Está aí a ironia demolidora dos profetas contra a idolatria: um deus que precisa ser pregado para não cair não pode socorrer ninguém.
Toda a energia coletiva, a técnica e a colaboração se voltam para produzir algo intrinsecamente impotente. O objeto acabado depende inteiramente de seus fabricantes até para ficar de pé. O contraste com o Deus vivo, que sustenta o seu povo com a destra da sua justiça, não poderia ser maior. Para nós, o texto pede uma pergunta honesta: aquilo em que depositamos nossa segurança nos sustenta, ou somos nós que precisamos constantemente sustentá-lo, escorando com pregos e reparos algo que, no fundo, nada pode nos dar?