Ester 6:8
“Traga o vestido real de que o rei se costuma vestir, como tambem o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a corôa real na sua cabeça;”
Ouça Ester 6:8
“Traga o vestido real de que o rei se costuma vestir, como tambem o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a corôa real na sua cabeça;”
O que este versículo diz
Hamã detalha seu pedido com precisão significativa: que se traga a veste real que o próprio rei costuma usar, o cavalo em que o rei monta e a coroa real sobre a cabeça. Cada elemento é um símbolo do poder do soberano, e Hamã os quer não apenas como recompensa, mas como aproximação da realeza. Vestir-se com as insígnias do rei era, na etiqueta das cortes antigas, quase tocar o próprio trono. A ambição de Hamã não se contenta com honra; ela quer o brilho reservado ao rei.
O exagero do pedido denuncia a raiz do problema. Não basta ser distinguido; é preciso parecer quase divino aos olhos de todos. Para o leitor, o versículo levanta uma pergunta honesta sobre os símbolos que perseguimos, as roupas, os cargos, os sinais visíveis de status com que buscamos preencher um vazio interior. O desejo de aparecer maior do que somos é antigo, e raramente sacia quem o alimenta.