Deuteronômio 15:2
“Este pois é o modo da remissão: que todo o credor, que emprestou ao seu próximo uma coisa, permitirá: não a exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois a remissão do Senhor é apregoada.”
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O que este versículo diz
Agora o texto explica em que consiste a remissão anunciada: o credor deveria soltar a cobrança sobre o "próximo" e o "irmão". Muitos estudiosos entendem que se tratava da suspensão ou do cancelamento da exigência da dívida naquele ano sabático, e não necessariamente da anulação de todo compromisso comercial. O ponto decisivo aparece no fim: "a remissão do Senhor é apregoada". Ou seja, o perdão da dívida não nasce da simpatia do credor, mas de uma ordem divina proclamada publicamente; é Deus quem declara o alívio, e o ser humano apenas obedece.
O uso das palavras "próximo" e "irmão" desloca a relação do plano puramente econômico para o plano do parentesco e da comunidade. Aquele que me deve não é um mero devedor, é um irmão. Para nós, permanece o desafio de enxergar rostos onde a lógica do mercado só vê números, e de lembrar que há alívios que Deus manda proclamar entre os que se dizem seu povo.