Romanos 9:15
“Pois diz a Moisés: Compadecer-me-hei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.”
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“Pois diz a Moisés: Compadecer-me-hei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.”
O que este versículo diz
Para defender que Deus não é injusto, Paulo recorre à própria revelação divina a Moisés: "Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia". A frase foi dita justamente no episódio em que Israel havia pecado com o bezerro de ouro, momento em que o povo nada merecia. Ali Deus reafirmou que a misericórdia é dom seu, não dívida a ser cobrada.
O argumento é sutil, mas belo. A resposta à acusação de injustiça não é uma defesa jurídica fria, mas a exaltação da misericórdia. Deus permanece livre para ser gracioso; ninguém pode obrigá-lo a ser bom, pois a bondade que se pode exigir deixaria de ser graça. A misericórdia, por definição, é imerecida. Para o leitor, isso desloca a pergunta. Em vez de perguntar por que alguns não recebem, admiramos que alguém, sendo todos indignos, receba misericórdia. Diante de um Deus que não devia nada a ninguém e ainda assim se compadece, a atitude correta é gratidão, não reivindicação.