Mateus 18:29
“Então o seu conservo, prostrando-se aos seus pés rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.”
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“Então o seu conservo, prostrando-se aos seus pés rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.”
O que este versículo diz
O evangelista sublinha o paralelo com precisão dolorosa. O colega devedor faz exatamente o que o primeiro servo fizera diante do rei: prostra-se e roga com as mesmas palavras, "sê generoso para comigo, e tudo te pagarei". A diferença é que, no caso dele, a promessa é realista: cem denários podiam de fato ser pagos com trabalho e tempo. Tudo estava ali para despertar a memória e a compaixão do primeiro servo, que ouvia o eco exato de sua própria súplica recente.
A repetição literal do pedido é o dispositivo mais fino da parábola. O servo perdoado tem diante de si a imagem viva do que ele mesmo foi poucas horas antes: alguém de joelhos, implorando paciência. Bastava lembrar para ter misericórdia. Também nós carregamos essa memória: já estivemos no lugar de quem pede perdão, e por isso deveríamos reconhecer o rosto de quem agora nos pede. A pergunta que a cena levanta é se somos capazes de nos lembrar, no momento de cobrar, de quando fomos nós os que suplicavam clemência.