Marcos 7:26

Marcos 7:26
“E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demonio.”
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O que este versículo diz

Marcos sublinha a identidade da mulher com precisão que carrega todo o peso do episódio: ela era "grega, siro-fenícia de nação". Isto é, pagã na cultura e estrangeira na origem — do ponto de vista judaico, duplamente distante. Não pertencia ao povo da aliança, não tinha direito, por assim dizer, às promessas feitas a Israel. E, no entanto, é ela quem roga a Jesus que liberte sua filha.

O pedido é simples e nasce do coração de mãe: expulsar o demônio que atormenta a menina. Mas o narrador quer que percebamos a novidade escandalosa da cena — a graça de Deus começando a transbordar as fronteiras de Israel, prenunciando a missão universal que o Evangelho traria. Aquilo que Jesus ensinara em palavras sobre a pureza, agora se encarna num encontro. Esta mulher representa todos os que se aproximam de Deus sem títulos, sem pertencimento prévio, movidos apenas pela necessidade e pela fé. E o relato garante: ninguém que assim se aproxima é, ao final, mandado embora de mãos vazias.

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