“E por cima dele estava escripta a sua acusação: O REI DOS JUDEOS.”
Ouça Marcos 15:26
O que este versículo diz
Sobre a cruz, a acusação escrita: "O REI DOS JUDEUS". Era costume romano indicar publicamente o motivo da condenação, para servir de advertência. Aqui, o crime alegado é justamente a pretensão régia. Mas, como em toda a cena, a inscrição funciona em dois níveis. Pretende zombar e dissuadir; na verdade, proclama uma verdade que ultrapassa quem a escreveu.
Marcos vem construindo essa ironia desde o interrogatório: repetidamente Jesus é chamado "Rei dos Judeus" por quem não crê, e cada repetição sublinha, para os olhos da fé, sua realeza verdadeira. A cruz se torna, assim, um trono paradoxal, e a placa da condenação, um anúncio involuntário. Para o leitor, o versículo convida a reconhecer que a glória de Cristo se revela precisamente onde o mundo lê fracasso. Onde os poderosos quiseram inscrever uma derrota, a fé lê a coroação. A pergunta que fica é pessoal: reconhecemos como Rei justamente Aquele que reina da cruz, ou só aceitamos um Cristo triunfante nos termos que nos são cômodos?
O que este versículo diz
Sobre a cruz, a acusação escrita: "O REI DOS JUDEUS". Era costume romano indicar publicamente o motivo da condenação, para servir de advertência. Aqui, o crime alegado é justamente a pretensão régia. Mas, como em toda a cena, a inscrição funciona em dois níveis. Pretende zombar e dissuadir; na verdade, proclama uma verdade que ultrapassa quem a escreveu.
Marcos vem construindo essa ironia desde o interrogatório: repetidamente Jesus é chamado "Rei dos Judeus" por quem não crê, e cada repetição sublinha, para os olhos da fé, sua realeza verdadeira. A cruz se torna, assim, um trono paradoxal, e a placa da condenação, um anúncio involuntário. Para o leitor, o versículo convida a reconhecer que a glória de Cristo se revela precisamente onde o mundo lê fracasso. Onde os poderosos quiseram inscrever uma derrota, a fé lê a coroação. A pergunta que fica é pessoal: reconhecemos como Rei justamente Aquele que reina da cruz, ou só aceitamos um Cristo triunfante nos termos que nos são cômodos?