A frase é curta e devastadora: "todos fugiram". Os mesmos que haviam jurado morrer com ele, que partilharam a última ceia, que ouviram três anos de ensino, abandonam-no no primeiro sinal de perigo. Marcos, cujo Evangelho a tradição associa à pregação de Pedro, não poupa os discípulos; mostra a fragilidade humana em toda a sua crueza. Jesus fica sozinho diante da multidão armada, cumprindo também a palavra que dissera na mesma noite: "todos vos escandalizareis". A solidão do Justo abandonado é parte de sua paixão. E, no entanto, esse fracasso não é a última palavra sobre eles; o Ressuscitado os buscará de novo. Para o leitor, este versículo é um espelho misericordioso: também nós fugimos, negamos, nos escondemos quando seguir custa caro. Reconhecer isso não é motivo de desespero, mas de humildade. A fé cristã não se apoia na constância dos discípulos, e sim na fidelidade de Jesus, que permanece mesmo quando todos o deixam.
O que este versículo diz
A frase é curta e devastadora: "todos fugiram". Os mesmos que haviam jurado morrer com ele, que partilharam a última ceia, que ouviram três anos de ensino, abandonam-no no primeiro sinal de perigo. Marcos, cujo Evangelho a tradição associa à pregação de Pedro, não poupa os discípulos; mostra a fragilidade humana em toda a sua crueza. Jesus fica sozinho diante da multidão armada, cumprindo também a palavra que dissera na mesma noite: "todos vos escandalizareis". A solidão do Justo abandonado é parte de sua paixão. E, no entanto, esse fracasso não é a última palavra sobre eles; o Ressuscitado os buscará de novo. Para o leitor, este versículo é um espelho misericordioso: também nós fugimos, negamos, nos escondemos quando seguir custa caro. Reconhecer isso não é motivo de desespero, mas de humildade. A fé cristã não se apoia na constância dos discípulos, e sim na fidelidade de Jesus, que permanece mesmo quando todos o deixam.