João 19:6
“Vendo-o pois os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomae-o vós, e crucificae-o; porque eu nenhum crime acho nele.”
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“Vendo-o pois os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomae-o vós, e crucificae-o; porque eu nenhum crime acho nele.”
O que este versículo diz
A tentativa de Pilatos de suscitar compaixão fracassa. À vista de Jesus ferido, os principais sacerdotes e seus servos gritam pela crucificação — o clamor repetido soa como uma sentença já decidida no coração deles. Pilatos, exasperado, replica com evidente ironia e má-fé: tomem-no vocês e crucifiquem-no, pois ele não acha culpa alguma. Sabe que os líderes judaicos não tinham o direito de executar; a resposta é um modo de lavar as mãos e ao mesmo tempo devolver a pressão. É a terceira declaração de inocência da parte do governador, após as afirmações de 18,38 e 19,4. Quanto mais ele repete que Jesus é inocente, mais evidente fica que a condenação será um ato de pura injustiça. O versículo revela como o ódio, uma vez inflamado, torna-se surdo a qualquer evidência. Para o leitor, fica o alerta sobre a força das multidões e dos clamores coletivos, capazes de arrastar até líderes religiosos a pedir a morte de um inocente em nome da própria lei que deveriam guardar.