João 14:23
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguem me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”
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“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguem me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.”
O que este versículo diz
Jesus responde a Judas não explicando por que não se manifesta ao mundo, mas descrevendo a natureza da sua manifestação. Ela acontece na intimidade do amor obediente: quem ama guarda a sua palavra, e então algo extraordinário ocorre. Não apenas o Pai o amará, mas 'viremos para ele, e faremos nele morada'. A palavra morada é a mesma da promessa do versículo 2, e o paralelo é comovente: há moradas na casa do Pai, e há a morada que o Pai e o Filho fazem no coração do crente. O céu prometido lá adiante começa a se realizar já aqui, na habitação de Deus na alma. A manifestação que Judas esperava pública é, na verdade, interior e transformadora. Para o leitor, este é um dos ápices do capítulo. A vida cristã é apresentada como hospitalidade recíproca: Deus prepara lugar para nós, e nós nos tornamos lugar para Deus. Amar a Cristo com fidelidade concreta é abrir a porta interior para que o próprio Deus venha habitar. Nenhuma presença é mais íntima nem mais consoladora do que essa.