Apocalipse 13:5
“E deu-se-lhe boca para falar grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para assim o fazer quarenta e dois meses.”
Ouça Apocalipse 13:5
“E deu-se-lhe boca para falar grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para assim o fazer quarenta e dois meses.”
O que este versículo diz
O texto insiste, por meio da voz passiva — "deu-se-lhe" —, que tudo o que a besta recebe é concedido. Sua boca soberba, capaz de falar "grandes coisas e blasfêmias", e o prazo de seu domínio não brotam de sua própria potência: são permitidos dentro de um limite. Essa repetição não é descuido literário, mas afirmação teológica de que nem o pior dos poderes escapa ao controle soberano de Deus.
Os "quarenta e dois meses" equivalem a três anos e meio, número que percorre Daniel e o Apocalipse como símbolo de um tempo de provação intenso, porém deliberadamente breve e delimitado. Não se trata necessariamente de um cálculo de calendário, mas da certeza de que a tribulação tem duração fixada por Deus, não pelo opressor. Para quem sofre, essa é uma palavra de fôlego: a arrogância que fala alto tem prazo de validade. O barulho da blasfêmia é ruidoso, mas curto; o silêncio de Deus não é ausência, e sim paciência que já contou os dias.