Sofonias 2:14

Sofonias 2:14
“E no meio dela repousarão os rebanhos, todos os animais dos povos; e alojar-se-hão nos seus capitéis assim o pelicano como o ouriço: a voz do seu canto retinirá nas janelas, a assolação estará no umbral, quando tiver descoberto a sua obra de cedro.”
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O que este versículo diz

O profeta descreve, com detalhes quase pictóricos, o que restará da imponente Nínive. Onde havia palácios, passarão rebanhos e "todos os animais dos povos". As aves — traduzidas de modos variados, aqui "pelicano" e "ouriço", termos cujo sentido exato os estudiosos discutem — farão ninho "nos seus capitéis", ou seja, no alto das colunas outrora esculpidas com orgulho. A grandeza arquitetônica vira poleiro de bichos do ermo.

A cena é dominada por sons de abandono: "a voz do seu canto retinirá nas janelas", um assobio melancólico atravessando salas vazias, enquanto "a assolação estará no umbral". A menção à "obra de cedro" descoberta e exposta evoca os revestimentos nobres arrancados, o luxo desnudado e à mercê do tempo. O quadro inteiro é de silêncio e ruína onde antes havia esplendor. Devocionalmente, este versículo é uma meditação sobre a fragilidade de tudo o que o orgulho humano ergue para durar. As pedras mais nobres não seguram uma cidade quando Deus retira a mão que a sustentava.

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