“Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não ha reprovação.”
Ouça Salmos 38:14
O que este versículo diz
O versículo reforça a imagem anterior com um paralelismo típico da poesia hebraica: o salmista é como o homem que não ouve e em cuja boca "não há reprovação", isto é, nenhuma réplica ou argumento de defesa. A repetição não é mero enfeite; ela sublinha que essa mudez é constante, uma postura assumida e mantida, não um lapso momentâneo. Ele se coloca por inteiro na condição de quem renuncia a se justificar diante dos homens.
Há aqui uma renúncia consciente ao direito de retrucar. Num tempo em que a honra pessoal se defendia com veemência, calar-se assim era quase escandaloso. Mas o salmista faz disso um ato de fé. Para o leitor de hoje, imerso numa cultura em que se sente a urgência de responder a toda crítica e de ter sempre a última palavra, esse silêncio é contracultural. Ele nos ensina que renunciar à autodefesa não é fraqueza, mas pode ser a mais firme expressão de quem confia que sua causa está em mãos melhores.
O que este versículo diz
O versículo reforça a imagem anterior com um paralelismo típico da poesia hebraica: o salmista é como o homem que não ouve e em cuja boca "não há reprovação", isto é, nenhuma réplica ou argumento de defesa. A repetição não é mero enfeite; ela sublinha que essa mudez é constante, uma postura assumida e mantida, não um lapso momentâneo. Ele se coloca por inteiro na condição de quem renuncia a se justificar diante dos homens.
Há aqui uma renúncia consciente ao direito de retrucar. Num tempo em que a honra pessoal se defendia com veemência, calar-se assim era quase escandaloso. Mas o salmista faz disso um ato de fé. Para o leitor de hoje, imerso numa cultura em que se sente a urgência de responder a toda crítica e de ter sempre a última palavra, esse silêncio é contracultural. Ele nos ensina que renunciar à autodefesa não é fraqueza, mas pode ser a mais firme expressão de quem confia que sua causa está em mãos melhores.