Salmos 31:11
“Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus visinhos, e horror para os meus conhecidos: os que me viam na rua fugiam de mim.”
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“Fui opróbrio entre todos os meus inimigos, até entre os meus visinhos, e horror para os meus conhecidos: os que me viam na rua fugiam de mim.”
O que este versículo diz
À dor interior soma-se agora o abandono social, talvez o mais amargo dos sofrimentos. O salmista tornou-se "opróbrio", motivo de escárnio, e o mais doloroso é a lista de quem o rejeita: não só os inimigos, mas os vizinhos e até os conhecidos, que sentem "horror" dele. As pessoas que passam na rua fogem à sua aproximação, como se ele carregasse alguma maldição ou vergonha contagiosa.
Essa experiência de ser evitado por todos é uma solidão específica: a de quem, em vez de amparo, encontra afastamento justamente quando mais precisaria de apoio. Muitos que passaram por doença grave, escândalo, ruína ou luto reconhecem esse retrato — o das amizades que se dissolvem no momento da fragilidade. O versículo dá voz a essa ferida e, ao registrá-la nas Escrituras, dignifica-a. Ninguém que reza este salmo está sozinho na experiência do abandono; gerações de crentes a levaram diante de Deus. E há um consolo implícito em todo o salmo: quando os homens fogem, Deus se aproxima.