Salmos 17:8
“Guarda-me como à menina do olho, esconde-me debaixo da sombra das tuas azas,”
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- Quem falaDavi
“Guarda-me como à menina do olho, esconde-me debaixo da sombra das tuas azas,”
O que este versículo diz
Vêm agora duas das imagens mais ternas de toda a Escritura. "Guarda-me como à menina do olho": a pupila é a parte mais sensível e protegida do corpo, que instintivamente defendemos ao menor perigo. Pedir para ser guardado assim é pedir um cuidado extremo e vigilante. A segunda imagem, "a sombra das tuas azas", evoca a ave que abriga os filhotes sob as penas, oferecendo calor e refúgio contra o predador e a intempérie.
Juntas, as figuras equilibram poder e ternura: o Deus da "mão direita" forte do versículo anterior é também o que abriga com delicadeza materna. Alguns veem aqui ainda um eco das asas dos querubins sobre a arca, o lugar da presença de Deus. Para o leitor cansado ou amedrontado, este versículo é um abrigo em palavras. Podemos nos esconder em Deus não como quem foge, mas como quem retorna ao lugar mais seguro que existe, sob asas que acolhem.