Salmos 141:4

Salmos 141:4
“Não inclines o meu coração a coisas más, a praticar obras más, com aqueles que obram a iniquidade; e não coma das suas delícias.”
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O que este versículo diz

O pedido do versículo anterior se aprofunda: da boca, o orante desce ao coração, a raiz de onde as palavras e ações brotam. "Não inclines o meu coração a coisas más" reconhece que a tentação começa no querer interior, na inclinação secreta antes do ato. Ele teme não só praticar a maldade, mas fazê-lo "com aqueles que obram a iniquidade" — a companhia dos injustos, cujo mau exemplo arrasta.

A expressão "não coma das suas delícias" aponta para as recompensas e prazeres do caminho errado, os banquetes fáceis da injustiça. Há uma sabedoria realista aqui: o mal costuma ser atraente, e o orante sabe que poderia ceder ao seu convite. Por isso pede a Deus que preserve não apenas seus atos, mas seus desejos. Para nós, o versículo desmascara a ilusão de que basta evitar o pecado por fora; a batalha decisiva é interior, e vencê-la exige pedir a Deus que oriente aquilo que o coração ama e deseja saborear.

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