“Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para traz?”
Ouça Salmos 114:5
O que este versículo diz
O salmista interrompe a narração e passa a interrogar diretamente a criação, como num diálogo vivo. Volta-se ao mar e ao Jordão e pergunta, quase com espanto encenado, o que os levou a fugir e a recuar. É um recurso poético que os mestres da retórica chamam de apóstrofe: dirigir a palavra a algo que não pode responder, para provocar admiração no ouvinte. A pergunta não busca informação; busca despertar reverência.
Ao repetir em forma de pergunta o que já foi narrado nos versos anteriores, o poeta nos faz olhar de novo para o milagre, agora com olhos maravilhados. É como se dissesse: pare e considere o que aconteceu. Também nós corremos o risco de nos acostumar com as maravilhas de Deus, tratando como banais os cuidados que recebemos todos os dias. Este versículo nos ensina a reaprender o espanto, a fazer perguntas diante da bondade divina em vez de recebê-la com indiferença.
O que este versículo diz
O salmista interrompe a narração e passa a interrogar diretamente a criação, como num diálogo vivo. Volta-se ao mar e ao Jordão e pergunta, quase com espanto encenado, o que os levou a fugir e a recuar. É um recurso poético que os mestres da retórica chamam de apóstrofe: dirigir a palavra a algo que não pode responder, para provocar admiração no ouvinte. A pergunta não busca informação; busca despertar reverência.
Ao repetir em forma de pergunta o que já foi narrado nos versos anteriores, o poeta nos faz olhar de novo para o milagre, agora com olhos maravilhados. É como se dissesse: pare e considere o que aconteceu. Também nós corremos o risco de nos acostumar com as maravilhas de Deus, tratando como banais os cuidados que recebemos todos os dias. Este versículo nos ensina a reaprender o espanto, a fazer perguntas diante da bondade divina em vez de recebê-la com indiferença.